Linux Mint é uma distribuição Linux irlandesa. Possui duas versões: uma baseada em Ubuntu (com o qual é totalmente compatível e partilha os mesmos repositórios) e outra versão baseada em Debian.
Diferencia-se de ambos os sistemas por incluir drivers e codecs proprietários por padrão e por alguns recursos que permitem fazer em modo gráfico configurações que em ambos os sistemas são feitas através do modo texto. Utiliza por padrão o desktop Gnome modificado, com um menu no painel inferior junto à barra de tarefas (o MintMenu), similar ao menu do KDE, ou o menu "Iniciar" do Windows. O propósito da distribuição é providenciar um sistema Linux que funcione "out-of-the-box"; isto é, esteja pronto para uso assim que terminar a instalação. Dessa maneira, o único trabalho do usuário será o de personalizar a aparência, se desejar, e instalar programas extra, caso necessite. A concepção da interface de usuário é um pouco diferente, incluindo:
- Uma interface de usuário distinta e semi-independente, incluindo um melhorado do gerenciador de boot, layout do desktop, temas de gráficos, e menu exclusivo.
- Um forte foco em plena funcionalidade (por exemplo: drivers de WiFi incluídos, plugins completos para reproduzir formatos de mídia, resolução de tela automaticamente definido, etc. O Mint também inclui o Adobe Flash Player para que os utilizadores possam ver sites como YouTube sem ter que instalar qualquer outra coisa.
- As ferramentas do Linux Mint correspondem a uma coleção de utilitários de sistema cuja finalidade é tornar o sistema de gestão e administração mais fácil para usuários finais.
Os lançamentos das versões do Linux Mint baseadas no Ubuntu ocorrem pouco depois do lançamento das versões equivalentes do Ubuntu, e utiliza uma numeração sem casas decimais (p. ex.: "Linux Mint 8", em comparação com "Ubuntu 9.10"). Os nomes-código são sempre nomes de mulheres que terminam com a letra "A". A versão atual, baseada no Ubuntu 11.10 (Oneiric Ocelot) recebeu o codinome de "Lisa". Já a versão baseada no Debian é rolling release, e o DVD de instalação sempre inclui os pacotes mais recentes.
Em relação ao Ubuntu, o Linux Mint tem outro sistema de atualização. Em vez de usar a atualização incremental - ou seja, instalar a nova distribuição modificando automaticamente os repositórios e substituindo os pacotes antigos pelos pacotes novos, o Linux Mint encoraja o usuário a fazer uma instalação "limpa", gravando um novo CD/DVD e reinstalando todo o sistema. Para isso, disponibiliza uma ferramenta de backup, que grava a lista de repositórios e pacotes baixados e os arquivos da pasta pessoal, desta forma poupando tempo do usuário.
[editar]Edições
O Mint vem em várias edições, e a do Gnome é sua principal edição. Existe também uma versão do Gnome em 64 bits, conhecida por "x64 Edition", que deve ser o mais semelhante possível à edição principal. Há também a Universal Edition, que não inclui software proprietário e é livre de várias tecnologias patenteadas ou suporte para formatos restritos. O Mint também é distribuído através das edições comunitárias ("Community Editions"), utilizando os desktops KDE, LXDE, Xfce e Fluxbox. A maioria dos idiomas são incluídos, e o projeto de tradução para língua portuguesa recebe colaborações continuamente.
A versão baseada em Debian, oficialmente batizada "Linux Mint Debian Edition" (LMDE), utiliza os repositórios Debian e dos próprios mantenedores do Linux Mint. Considerando os codecs e plugins automaticamente instalados, determinadas aplicações específicas e temas visuais para o sistema, o LMDE é uma instalação Linux sem maiores modificações de um sistema Debian.
[editar]Testes
Semelhante a muitas outras distribuições de Linux, o Mint tem diferentes ramos de repositórios. O ramo com os novos recursos, ou "ramo instável", é chamado de "Romeo". O Mint não o ativa por padrão, para os usuários que desejam ajudar a testar novos pacotes, poderão ativar o "Romeo" no APT.
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